O combate ao fenómeno da intensa proliferação das Fake News

12 de Julho de 2019

O combate ao fenómeno da intensa proliferação das Fake News, em Moçambique e no mundo, em geral, através das diversas redes sociais, incluindo Órgãos de Comunicação Social constituiu objecto de debate, na quarta-feira, 10 de Julho, numa conferência realizada na Universidade Politécnica, em Maputo.
Trata-se de uma abordagem sobre as diversas manifestações das notícias falsas, produzidas e disseminadas com o intuito de induzir o leitor ao erro, fomentar boatos, desinformar, manchar a honra de personalidades, manipular a opinião pública, visando alcançar determinados resultados.


Promovida pela Agência portuguesa de notícias, Lusa, sob o tema “Combate às Fake News – Uma questão democrática”, o encontro reuniu jornalistas, académicos, políticos, representantes da sociedade civil, entre outros actores da vida económica e social.
A abertura do evento esteve a cargo da Pró-Reitora para Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, Prof.ª Doutora Rosânia da Silva, que congratulou a Agência Lusa pela iniciativa que aborda um tema polémico e importante no mundo moderno.
“A Universidade Politécnica, ao longo dos seus cerca de 24 anos de existência, tem mantido abertas as suas portas para o debate pluralista, numa clara posição de defesa dos princípios da liberdade académica e do livre pensamento”, referiu Rosânia da Silva, desejando, em seguida, que as ideias a serem debatidas contribuam para construir um pensamento teórico e linhas de orientação sobre como lidar com o fenómeno das Fake News no País e no mundo.
Ainda sobre o evento, constituído por três painéis, nomeadamente “Da origem das Fake News até hoje”, “O trabalho no terreno e as Fake News” e “As academias no combate às Fake News”, o presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa, Nicolau Santos, referiu que hoje em dia a questão da desinformação é vital porque passa pelos Órgãos de Comunicação Social tradicionais e não só, sobretudo por novos órgãos não tradicionais e que não se regem pela ética jornalística.
“A desinformação não visa apenas aos políticos, mas também empresas e empresários e às vezes pessoas individuais, que são atingidas com calúnias, difamações às quais é muito difícil responder”, frisou.
Este problema, conforme sustentou Nicolau Santos, torna-se mais actual, pois estima-se que cerca de 60 por cento das pessoas que vivem no planeta, ou seja, 4,2 mil milhões de pessoas, só se informam através das redes sociais e não recorrem aos meios tradicionais para se informarem, sendo através destes veículos que surgem muitos problemas das Fake News.
Importa destacar que até pouco tempo o combate às notícias falsas era efectuado através de desmentidos, retratações, entre outros, mas que estes métodos sempre se mostraram pouco eficazes, dada à velocidade pela qual às Fake News se propagam, através da internet.

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