Homenagem ao primeiro Reitor, Prof. Doutor Lourenço do Rosário

19 de Abril de 2018

A Universidade Politécnica prestou, na quarta-feira, 18 de Abril, uma homenagem ao seu fundador e primeiro Reitor, Prof. Doutor Lourenço do Rosário, pelo seu papel na criação e consolidação da primeira instituição do ensino superior privada do País.

Na ocasião, o Reitor da Universidade Politécnica, Prof. Doutor Narciso Matos, realçou a coragem e ousadia do fundador e primeiro Reitor em criar a universidade, a primeira de natureza privada e que, por coincidência, quebrou o paradigma do ensino superior no País, que era público até à altura.

“A sua obra fala mais do que se pode dizer. O seu contributo não acabou. Como instituição e País, ainda esperamos muito de si. Esperamos que tenha a mesma ousadia e o mesmo inconformismo com que construiu o que temos hoje”, disse o Reitor da Universidade Politécnica.

O homenageado, por seu turno, atribuiu o mérito às pessoas que o ajudaram, de forma directa e indirecta, a erguer e a consolidar a Universidade Politécnica. “Estas figuras ajudaram no processo que resultou no que vemos hoje em termos de edifícios, ideias, pessoas, etc. Sozinho não teria conseguido chegar aqui!”, afirmou o Prof. Doutor Lourenço do Rosário, que estendeu os agradecimentos aos quadros, estudantes e corpo técnico-administrativo da universidade.

Entretanto, durante a cerimónia, o académico e actual Reitor da Universidade Lúrio, Francisco Noa, falou do percurso do homenageado e D`A Politécnica desde a sua fundação, tendo, inclusive, apontado os aspectos positivos e os desafios que se impõem actualmente.

“A Universidade Politécnica foi uma inovação em Moçambique, sobretudo no que diz respeito ao ensino superior. O período da sua fundação foi caracterizado por muitas transformações no País. Assistimos à liberalização económica e política, mas faltava a académica. É onde está o mérito do Instituto Superior Politécnico e Universitário, a actual Universidade Politécnica”, considerou o académico.

Sobre o homenageado, Francisco Noa destacou a sua contribuição na expansão do ensino superior no País e na sua extensão para os que, na altura, não conseguiam ingressar nas universidades públicas.

“Havia, na altura, aqueles que, por alguma razão, não conseguiam estudar ou que não podiam deixar o País para irem fazer a sua formação, por exemplo, em Portugal. E, a Universidade Politécnica deu uma oportunidade a essas pessoas”, justificou Francisco Noa, para quem a “A Politécnica ajudou a reduzir as assimetrias regionais e a criar perspectivas de desenvolvimento mais harmonioso ao expandir-se para outros pontos do País”.

Como um dos desafios, Francisco Noa apontou a necessidade de a Universidade Politécnica “continuar a primar pela cultura de qualidade, cuja falta pode ser assumida como uma perversão, uma anomalia”.

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